Set (EUA)

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“Cant stop me!” A frase encaixada do lado direito do throw up central pode muito bem representar a disposição de SET durante anos e anos da sua vida. Original de Nova Iorque, Set já foi visto com nomes como o de JA One e KET entre becos e avenidas da metrópole norte-americana. Da crew KRT, quem viveu os anos 90 na cidade com certeza reconhece esse nome. Muito respeito!

 

Kings of Graffiti – Chintz

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Mais uma lenda do graffiti, Chintz acumula muita disposição e incontáveis trens no seu curriculo das ruas. Confundido pelas autoridades com uma crew inteira pelo volume gigantesco de suas inscrições por toda Europa, Chintz é só um dos inumeros nomes que o escritor já assinou por ai.

Abaixo, uma reportagem alemã sobre o escritor:

“Chintz aparece em muitos cantos da cidade: nas paredes, em cabines telefônicas, em bancos e também assentos nas estações de metrô. Chintz, simples. Escrito quase sempre na cor preta, numa caneta de feltro larga.

Ao longo da cidade percebe-se ainda escritas mais curtas, quase abreviaturas de nomes como “KISS” ou “SHARK” ao lado de Chintz. Essas com marcadores permanentes e às vezes com latas de spray.

Aparentemente, eles agem rapidamente, se aventuraram em lugares tarde da noite, com as ruas muitas vezes desertas. Mas será que alguém nunca realmente os viu?
Entre todas essas incrições na cidade, Chintz permanece no topo, aparecendo em grande escala por mais mais de meio ano nas ruas alemãs.

Os escritores de Chintz gostam de trabalhar com marcadores largos e sprays. Por não se tratar de um material barato, muitos desses materiais são fruto de furtos em loja.”

Livro Graffiti Dortmund: http://issuu.com/inchiostroindelebile/docs/dortmund.graffiti.1996._ebook_/80?e=0

Kings of Graffiti – Cliff

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Kings of Graffiti – JA

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Não seria exagero colocar JA como o maior dos grafiteiros de Nova Iorque. Com um impeto e disposição invejáveis, o escritor é onipresente em toda Big Apple, nos cinco distritos. Inquestionável.

Original do famoso West Side de Manhattan, começou sua trajetória no graffiti a partir do ano de 1982 e em 1986 adotou o nome JA, nome que carrega até hoje. Com o titúlo de king que construiu em bons anos nas ruas, JA também colheu os frutos da sua audácia. Já foi espancado por policias, tomou 100 pontos na cabeça e já deve a Mass Transit Authority and the Department of Transportation de Nova Iorque mais de 5 milhões de doláres em danos ao patrimonio. No entanto, com todas as dificuldades que JA passou ainda permanece um dos mais atuantes e comentados grafiteiros de todo o mundo.

“Eu amo escrever. E vou pintar sozinho na maior parte do tempo. Não há um monte de caras que eu possa confiar para fazer isso comigo. E  amo fazer isso ainda. O graffiti me deixou obcecado ao ponto de levar isso como trabalho, saindo 6 noites por semana. Você joga fora suas relações com as garotas porque você prefere sair e pintar, trava uma guerra com as pessoas. Durante o dia, quando você está fora do trabalho, você quer sair e roubar tintas. Você é realmente um indivíduo fodido quando te pegam mas eu não me arrependo. E vou continuar a escrever quando eu quiser escrever, onde eu quiser escrever, como eu quiser escrever até o dia em que eu resolver não fazer mais isso, que eu não sei que dia vai ser. Realmente não importa!” explana JA sobre sua vida dentro do movimento.

Quando questionado o que realmente é importante pra ele, o escritor abre o jogo sobre suas aspirações pessoais. ” O que importa é ser o você é. Ser um bom amigo, um bom pai, uma boa mãe, um bom filho e filha. Ser fiel a si mesmo. Eu não me importo como isso soa a alguém. Eu comecei a escrever não para fazer amigos mas porque as pessoas que eu vi lá fora eram rebeldes, renegados. Me senti inserido nesse meio, estava fudido e pressionado contra uma parede do caralho. Eu sentia que ninguém me entendia. O  graffiti veio ao encontro disso, no sentido de … WoW você foi e fez isso! Você pode. Bem por isso eu sou um homem! É assim que eu me sentia.” finaliza.

Klops (EUA)

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Baer (EUA)

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Kings of Graffiti – IN

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Adepto da filosofia “quanto mais melhor”, IN foi um transgressor. Junto de CAP MPC, colocou fim na chamada “Era de Ouro”,  onde o graffiti começou a ser visto como vandalismo e não somente uma forma de arte. Passou literalmente por cima de tudo e de todos, destruindo toda a MTA em um curto período. Foi um dos mais rápidos “all citys” de toda a história.

 

Escolheu o nome “IN” por ser curto e direto, assim corria menos riscos de não conseguir terminar sua letra. No início pintava somente uma ou duas vezes em cada vagão, mas com o tempo já estava cobrindo trens inteiros com seu inconfundível “IN”, no que chamou pela primeira vez de “throw-up”. Quem não gostou muito foram os writers da época, chamados por ele de “toys”, expressão também usada pela primeira vez no graffiti por IN.

 

Kings of Graffiti – Joz e Easy

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Joz e Easy. A quem diga que os dois foram os escritores mais atuantes de toda a história do graffiti. Se é verdade ou não, pouco importa, o que se tem certeza é que eles deixaram sua marca na história:

 

Easy fez seu primeiro graffiti em 1982, quando ainda na época assinava LC: “Meu irmão me colocou no graffiti. Eu era totalmente contra no início. Um dia ele me convidou para pintar na linha e lá estava eu, escrevendo meu nome em trens: boom, boom, boom! Dias depois vi meu nome quando estava indo para a escola, pensei: nunca mais quero parar de fazer graffiti!” – conta Easy.

 

Josh 5 e Gast foram seus primeiros parceiros. Mas foi junto de Joz que Easy entrou de cabeça no graffiti: ”Foram muitas experiências. As ruas eram muito perigosas, Nova York era selvagem e o crack estava no seu ápice. Uma vez tínhamos acabado de pintar na linha quando fomos cercados por mais de 12 viaturas. Eles pensaram que estávamos praticando outro tipo de crime, não sabiam que estávamos só pintando. Fomos todos detidos. Joz e Chama ficaram pois eram muito novos para serem soltos.”

 

Em 2002, seu parceiro Joz acabou falecendo vítima de um ataque de asma. Por pouco Easy não teve o mesmo fim: “Ainda estou arrasado. Eu estava tão perto de falecer quanto ele. Meus pulmões entraram em colapso, tive pneumonia. Nós nunca usamos máscaras para pintar, mas sempre que eu preenchia meus bombs, eu prendia a respiração.” – explica Easy.

 

Depois da morte de Joz, Easy ficou um tempo sem pintar, e hoje em dia, bem mais devagar, vê uma cena diferente, com escritores novos, muitos buffs e uma polícia bem mais rígida: “A diferença da polícia de agora e a de antes, é que agora você pode pegar um crime…Eles(buff) tem algum tipo de máquina lustre-móvel que gira limpando e polindo tudo.” – comenta.

 

Em tom de brincadeira comenta algumas abordagens de policiais: “Eu sou mais velho do que muitos policiais! Eles esperam pegar adolescentes pintando e não alguém da minha idade. Eles sempre começam a rir e perguntam: “Quantos anos você está fazendo isso? O que você ganha com isso? Eu nunca consigui explicar. Só quem vive mesmo isso(graffiti) consegue entender. Mesmo assim rio e admito que eu estou envergonhado para eles.”

 

Para finalizar Easy deixa seu recado: “Minha mensagem é a seguinte: se você estiver indo pintar, basta ter respeito com os que vieram antes de você. Tenho respeito pelos novos e pelos antigos no movimento. Vamos mostrar um pouco de respeito uns pelos outros. Estamos todos juntos nisso.” – finaliza.

 

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