Margaret Kilgallen

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“I do spend a lot of time trying to perfect my line work…when you get close up, you can always see the line waver. And I think that’s where the beauty is.”

Margaret definitivamente não viveu a sombra de seu marido, o conhecido artista Barry McGee. Nitidamente se complementavam. Nascida em Washington no ano de 1967 e criada em São Francisco, Kilgallen construiu sua própria história e se tornou um ícone no movimento artístico da chamada “Bay Area” por seu próprio e único talento.

Bibliotecária e encadernadora antes de se tornar artista plástica, Margaret carregou consigo o conhecimento de uma infinidade de signos provenientes de seus trabalhos fora das galerias e também de suas experiências pessoais e de sua infância. Elementos da cultura folk, caligrafias, personagens femininos e “things that show the evidence of the human hand.” são elementos que marcaram sua arte.

 

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Margaret Kilgallen: paixão pelo surf e pela arte

 

Com obras expostas em locais como o ‘Drawing Room’ em Nova Iorque, ‘Yerba Buena Center’ e ‘Luggage Store’ em San Francisco, ‘Forum for Contemporary Art’ em São Louis e ‘The Institute of Contemporary Art’ em Boston, a artista ainda teve seus trabalhos exibidos junto a Barry McGee no museu UCLA Hammer. Fora do estúdio e dos museus, Margaret sob o vulgo de “Meta”, nome esse em razão de uma cantora de folk chamada de Matokie Slaughter, gostava também de acompanhar Barry em suas andanças pelas linhas de trem e fazer graffiti da sua forma.

 

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Margaret em seu estúdio: instalações que mesclavam desenhos de mulheres, cultura folk e caligrafias.

 

“Eu gosto das coisas que são feitas manualmente e gosto de ver a mão das pessoas no mundo, qualquer lugar no mundo; não importa para mim onde essa pessoa está. E no meu trabalho, eu faço tudo à mão e pé. Eu não projeto ou uso nada mecânico na maior parte do tempo, porque mesmo que eu gaste tempo tentando trabalhar numa linha perfeita minha mão vai ser sempre imperfeita porque sou humana. E eu penso que isso é na realidade a parte mais interessante, mesmo se estiver fazendo letras grandes e eu perder muito tempo tentando fazer isso direito, eu sei que nunca irei conseguir fazer direito. A uma certa distância isso pode parecer uma linha reta mas quando você chega perto, você pode sempre ver a linha imperfeita. E eu acho que é onde a beleza esta”.

 

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O marido McGee e a filha Asha: luta contra o câncer em meio a exposições e a gravidez.

 

Vítima de um câncer de mama muito jovem, quando ainda estava grávida, Margaret deu a luz a filha Asha no dia primeiro de Junho de 2001, em meio ao tratamento, e dia 26 viria a falecer em decorrência do agravamento da doença . Apesar de partir cedo,  pode-se dizer que a passagem de Kilgallen pela terra foi curta mas extremamente valiosa, deixando um legado imensurável ao campo das artes e influenciando toda uma geração.

Junto a nomes como Os Gemeos, Banksy e Basquiat, Margaret foi eleita umas das 50 maiores e mais influentes artistas de rua de sua geração pelo site de arte Complex. Muito respeito!