Lançamento “Xarpi: Um Registro Sobre a Pixação no Rio de Janeiro”

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Depois de quase sete anos de pesquisa e estudos sobre o movimento do Xarpi, João Marcelo de Carvalho apresenta o livro “Xarpi: Um Registro Sobre a Pixação no Rio de Janeiro”. Com 160 páginas e acabamento em brochura, o livro reúne mais de 1.400 fotografias de xarpis que estiveram presentes nos muros do Rio nas das décadas de 70 a 90. Em meio a polêmicas envolvendo a arte de rua em São Paulo o designer, que também já foi pichador, foi na contramão e contou com a ajuda de nomes como Clécio Freitas e Daniela Dias para a elaboração desse grande projeto. De “Celacanto provoca maremoto” até os tempos áureos do xarpi, o livro conta em ordem cronológica como o movimento se desenvolveu e cresceu na cidade carioca. Mesmo sendo começo do ano,”Xarpi: Um Registro Sobre a Pixação no Rio de Janeiro” já pode ser considerado um dos grandes lançamentos de 2017. Ótima indicação.

Segue a sinopse do livro e algumas imagens de divulgação do produto:

“Xarpi, inversão da palavra pixar. O vocábulo faz parte da linguagem em código criada nos anos 80 pelos pixadores cariocas a fim de não serem compreendidos por quem não era iniciado nesta prática. A lógica é falar as sílabas de trás pra frente, segredo há tempos revelado, ainda assim uma tradição: a língua do TTK. A proposta deste livro é fazer um recorte no tempo-espaço, retirando as pixações do suporte original, organizando-as de maneira simples, fora do contexto usual, sem apologia, sem julgamento de valor ou ético, apenas percebendo seu grafismo e sua dinâmica. Este catálogo reúne mais de 1.400 fotografias de inscrições que estiveram presentes nos muros do Rio nas décadas de 70, 80 e 90, além de uma cronologia do fenômeno ao longo desse período. Essa interferência na paisagem atravessa décadas e gerações; não adianta ignorá-las, as marcas estão lá, em spray. Promovem questionamentos e ressignificados para os autores, para as pessoas impactadas pelo ato do pixo e também na percepção dos locais escolhidos. No entanto, esses desdobramentos não são na maioria das vezes intencionais, as motivações que levam os jovens a pixar são basicamente duas: reconhecimento e adrenalina. Ser famoso, obtendo notoriedade dentro do grupo ao alcançar lugares com a maior visibilidade possível e ao imprimir a maior quantidade de pixos é o combustível da prática viciante. “A pixação é feita de pixador para pixador.” Por isso, a repercussão nos meios de comunicação e a repressão pública retroalimentam o fenômeno. Nas próximas páginas você encontrará um registro visual da prática no Rio de Janeiro, um pouco da história da pixação na cidade, suas regras, singularidades, nomes e siglas. O livro documenta a expressão na sua versão genuinamente carioca – antes que o tempo apague as marcas que pretendiam ser eternas, mas que são efêmeras – embora não dê conta da totalidade do movimento, presente em toda a cidade e em constante mutação ao longo do tempo”.