Kings of Graffiti – Haze / SE-3

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Conhecido por seus feitos dentro e fora das ruas, Eric Haze é um exemplo de grafiteiro que não se contentou somente com muros e trens, foi além. É artista, designer, diretor de arte e estilista. Participou de inúmeros projetos para grandes marcas como Nike e Stussy e artistas consagrados como Public Enemy e Beastie Boys.

“Para mim, qualquer um que tentar contar a história do graffiti é um mentiroso! Porque não há uma única história! Depende do que bairro você morou, do ano em que você nasceu, qual a sua linha no movimento. O graffiti é tão pessoal nesse sentido… O melhor que você vai conseguir é uma história pessoal de cada grafiteiro”. – explica Eric.

Além do nome Haze, Eric usou durante anos a alcunha “SE-3”, com a qual pintou incansáveis yards do MTA. O nome porém não era fácil de ser lembrado tão pouco pronunciado. Foi quando optou por um nome com uma fonética melhor. Se perguntado sobre a origem do apelido, Haze é direto: “Foi em uma das minhas viagens de ácido(LSD) ouvindo a música “Purple Haze” do Jimmy Hendrix. Eu lembro que fiquei a noite toda acordado, foi quando fiz minha primeira “peça” Haze!”

Quando ainda era criança, Eric teve através de seu tio os primeiros contatos com Warhol, Lichtenstein e o mundo da arte: “Na casa do meu tio tinha uma coleção de livros sobre Pop Art. Eu devia ter uns 8 anos. Lá estava eu em frente aquela lata de sopa de tomate! (Sopa Campbell – tema de umas das obras mais famosas de Andy Warhol)… Foi a minha primeira grande inspiração.” – explica Haze.

Eric iniciou sua trajetória de escritor precisamente em 1972, nas ruas de Manhattan, um dos mais importantes boroughs de Nova Iorque: “O graffiti cresceu ao redor de mim. Isso muito antes dele ser reconhecido como uma forma de arte. Não foi algo auto-consciente, foi algo natural que estava nascendo em algumas comunidades nova-iorquinas…” – conta Eric.

Fez parte da lendária crew RTW (Rolling Thunder Writers) junto de nomes como Min, Zephyr e Revolt.

“Graffiti é primeiro de tudo estilo. Seu graffiti deve ser bonito para você, seus amigos… Não importa. Não é para todo mundo e deve ser primeiramente para você e para universo do graffiti. Também não acho que foi criado para dizer alguma coisa, no início era somente expor seu nome. Era como se gritássemos nosso nome pra todos ouvirem. Foi também sobre algo como “foda-se o sistema! É muito complicado chamar o graffiti de arte, se ele foi criado para ser fora do sistema e o mundo da arte tem um sistema! É como colocar um animal em uma gaiola. Você pode olhar para ele, todos sabem onde encontra-lo, você pode ir ao zoológico para vê-lo… Mas o animal não está mais ameaçando ninguém. Você tirou do animal todo o seu poder! ” – finaliza Haze.