Kings of Graffiti – Don 1

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Joseph Palattella foi mais uma cria das ruas do Queens. Longe das câmeras de Chalfant ou de livros como Subway Art de Martha Cooper, o escritor foi, apesar do ostracismo, um personagem importante do graffiti novaiorquino. Descendente de imigrantes italianos, dizem que Don 1 foi o primeiro escritor a reproduzir um desenho de Mark Bode em um trem.

Influência para escritores como o trio “D” (Daze, Dondi e Dime 139), Palattella se especializou em pintar em linhas menos conhecidas como RR, Queens e BMT’s, geralmente pouco documentadas pelos historiadores e cineastas. “As I remember, the RR was the most bombed-out train in all of Queens. You couldn’t find two square inches on that thing, inside or out, that wasn’t covered in paint or ink” relata Louis, amigo de Joseph.

Devido ao seu talento artístico, Don 1 ingressou na Escola de Arte e Design onde conheceu Al Diaz (Bomb 1), que anos depois trabalharia com Basquiat, sendo ele a pessoa responsável a levar Don 1 ao seu primeiro lay-up.

Joseph ainda trabalharia com ilustração para algumas revistas e teria uma carreira “meteórica” no graffiti interrompida ainda cedo. Dizem que seu fim começou assim que confundiu um pó branco cristalino com cocaína. O pó no caso se revelaria ser PCP, uma droga dissociativa antigamente usada como agente anestésico e tendo seu uso causado alucinações com efeitos neurotóxicos. Isso mudaria definitivamente a vida de Don 1. Nunca mais seria o mesmo e afetaria toda sua produção artística como também sua sanidade.

Don 1 era uma pessoa que sempre se vestia bem, um “ladies man” e presidente da MAFIA (Master Administration For Incredible Artists), crew que ele próprio criou. Agora, assolado nas drogas, se encontrava recluso e avesso ao mundo exterior.

A verdade é que muitos escritores americanos dos anos 70 tiveram um fim trágico assim como Don. Muitos se envolveram com o crime, com as drogas ou simplesmente pararam de pintar para se tornarem “adultos”. Seu amigo Louie Gasparro (KR-1) pode-se dizer que fez um trabalho de amor mesmo ao juntar todas suas fotos, seus blackbooks e escrever o livro “Don1, the King from Queens” retratando os tempos áureos do escritor, um tempo onde era possível adentrar aos yards com uma simples sacola de tintas e sair de lá com uma coroa. Assim como fez Don 1.