Kings of Graffiti – Bilrock 61

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Nascido no Upper West Side, bairro de Manhattan, Bilrock teve seu primeiro contato com o graffiti em 1974. “Naquela época nós bombardeávamos tudo: caminhões, ônibus e ruas. Me lembro de um dia em que estava com aproximadamente 10 escritores…Esperamos o ônibus parar e bombardeamos ele inteiro. Foi engraçado! O graffiti nunca foi apenas uma forma de arte nem uma alternativa artística para gangues de rua. Era como um esporte que envolvia todo seu corpo e sua alma.” – conta Bilrock.

Como a maioria de seus amigos, Bil também fez história nas famosas linhas do MTA (Metropolitan Transportation Authority), tão frequentadas pelos jovens escritores dos anos 70 e 80: “Nós costumávamos roubar chapéus dos maquinistas, coletes do MTA, jaquetas e luvas…Nós também roubávamos chaves e em seguida distribuíamos cópias para todos. Ficávamos escondidos atrás das vigas das estações. Nos trens mais antigos os maquinistas colocam a cabeça para fora do trem para ver se as portas estão livres para fechá-las. Era o momento em que roubávamos os chapéus. Grande parte deles parava o trem e saia correndo atrás da gente para fora das estações…muitas vezes por quarteirões inteiros.” – explica Bil.

Em 1973, seu amigo “ALI” protagonizou um dos momentos mais marcantes e trágicos do graffiti. “ALI” foi um dos líderes da crew SA (Soul Artist) e uma das grandes promessas do graffiti na época. Quase morreu queimado enquanto pintava. Suas latas de tinta pegaram fogo devido a uma faísca no terceiro trilho. Foi praticamente incinerado. Futura, que estava presente ficou horrorizado com a cena. “Eu sei que sob a liderança do ALI, escritores como MALTA, COCA 82 eSE3 (que faziam parte da SA) teriam se tornado uma das mais importantes crews do graffiti.” – explica Bilrock.

bil_14Bil Rock, Mine e Kel no lay-up do antigo City Hall, 1983 – Por Henry Chalfant

Amigo do conhecido Jean-Michel Basquiat, Bilrock lembra de uma aventura engraçada com o artista: “Estávamos no ano de 1979. Basquiat havia me pedido para levá-lo a um yard. Na época ele assinava “SAMO”. Um dia estávamos “chapados” de Peyote (cactus ingerido por causa dos seus efeitos psicodélicos) e criamos coragem para a missão. Zephyr foi junto. Estávamos nós, bombardeando todo o interior dos trens, quando Zephyr nos alertou sobre a polícia, eles estavam ao nosso redor e mal havíamos percebido. Foi definitivamente uma das aventuras mais loucas que já tive. Creio quem tenha sido a primeira e última experiência de Basquiat nas linhas do metrô.” – diz Bil.

Bilrock, fez parte da RTW (Rolling Thunder Writers) junto de nomes como Min, Zephyr e Revolt. Além do nome Bilrock 61, ainda assinava outros dois apelidos: SAGE e CLIME-2.