Entrevista – Puber

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“I got no cash, no talent, no cover and no f’kin girlfriend. But I’m up in the streets”

Puber nasceu no Brasil mas viveu quase sua vida inteira entre cidades da Europa. Pode não ser tão conhecido aqui mas certamente quem caminha pelas ruas de Madrid, Berna, Viena e agora Zurique, sua cidade atual, conhece o nome “Puber” queira ou não queira. Pertencente as turmas MTS e MSG e amigo de caras como os “031”,  Puber é um “maloqueiro” que vive o real espirito do graffiti num país certinho e cheio de leis. Coleciona admiradores e também inimigos dentro do movimento. Fanático por futebol e bailes funks, o escritor conversa com BC pela primeira vez. Confira!

01- Pergunta clássica. Qual significado da palavra Puber?
Piroca grande (risos).

02 – Apesar de ser brasileiro você mora a muito tempo na gringa. Conte um pouco da sua ida pra Europa.
Não lembro mais.

03 – Durante todo esse tempo na Europa você pintou, tretou e fez amizade com muitos escritores. Qual foi o escritor que você teve mais sintonia no rolê?
Na verdade fiz mas inimigos que amigos no graffiti. Fechamento de coração mesmo foi meu parceiro MAZK e os da antiga como Veli & Amos, Señor, Daes de Madrid e os 031.

04 – Como é morar numa cidade de primeiro mundo e onde tudo é acontece de uma maneira correta e até chata como a Suiça? Do que da mais saudades no Brasil?
A qualidade de vida nessa parte do mundo não tem comparação. Saudades eu tenho de muitas coisas (risos) como família, comidas e bailes funk.

05 – Já foi alvo da policia em alguns países que morou. Há imagens de você em julgamentos inclusive.Como foi encarar o banco dos réus sendo um escritor? Acabou rodando como?
Quem rodou não fui eu não (risos). Mas policia é filha da puta com em todo lugar. Ouvi dizer que cadeia aqui é luxo.

 

Puber Most Hated :  persona non grata da polícia e dos locais por onde passa.

 

06 – Algum momento imaginou parar de pintar?
Não.

07 – Você vive a muitos anos no anonimato por ser alvo da polícia. Há alguns anos atrás inclusive um fotografo fez uma exposição com fotos de seus rolês e vendeu elas sem repassar nenhum centavo a você. É como ficar entre a cruz e a espada imagino: se se expõem pode ser preso mas ao mesmo tempo não pode fazer nada vendo um suposto artista comercializando seus feitos dentro de uma galeria.Como foi lidar com isso?
Eu não ligo em paradas de quadros em galerias mas se alguém me paga bem por fazer tags eu fecho, claro! (risos)

 

“Vandal life” : Atuação contínua nos trilhos e nas ruas.

 

08 – Como vê o cenário político brasileiro? Anda acompanhando o que acontece por aqui?
Acompanho sim. Venho de família petista. Me deixa muito preocupado esse governo racista que é a favor dos ricos brancos que estão no poder agora.

09- Tem algum projeto em mente pra 2019? Algum filme novo pra lançar?
Sim tenho! Esse ano vou lançar meu novo vídeo de vandalismo e putaria (risos). Vou lançar em site pornô. Aguardem!

10 – Espaço livre para falar o que quiser.
Mando um alô a meus grupos MTS e MSG! Finok, Gueto, Stile e Skola no Brasil, Rees e Poly e todos parceiros presos. Liberdade vai chegar! É nois!