ENTREVISTA – POMS

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Rivalidade a parte no futebol, os hermanos argentinos possuem uma cena de graffiti muito viva e respeitada no continente sul americano. Poms é um exemplo desses escritores. Nas ruas desde o final da década de 90, explica como sua vida se fundiu entre design e graffiti, conta um pouco das suas influências dentro do movimento e como é pintar nas ruas argentinas.

01 – Por que “Poms”?
São as iniciais do meu nome. Eu usei durante os primeiros anos de graffiti, quando comecei a pintar. Depois um amigo sugeriu adicionar mais uma letra, foi assim que “POMS” surgiu.

02 – Como e quando começou se interessar por graffiti?
Comecei a gostar de graffiti em 1998/99. Naquela época não haviam muitas pessoas que pintavam em Buenos Aires. Foram muitos experimentos para conseguir fazer algo bom.

03 – Qual a relação do design com o graffiti? Onde e como cada um se influencia?
Essa relação entre graffiti/design sempre existiu pra mim, desde a época que estudei em uma escola técnica de desenho publicitário. Lá eles nos fizeram pintar várias tipografias à mão e eu gostei muito. Foi nessa época que comecei a pintar na rua. Eles também nos faziam desenhar muito, mas eu sempre preferi desenhar letras. Mais tarde, quando escolhi minha carreira/profissão, tive um caminho muito claro como designer gráfico e escritor. É difícil de separar ambas as coisas. Para mim, meu trabalho como designer tem muito a ver com o que eu pinto na rua.

04 – Como é pintar ai na Argentina? Como as pessoas e as autoridades locais veem o graffiti?
Na Argentina eles gostam muito de graffiti e raramente tenho problemas com a lei. Eu pinto bastante e quase sempre sei escolher spots onde ninguém vai me incomodar. Na verdade, as pessoas gostam do que eu faço e quase sempre que me veem pintando na rua vêm puxar assunto. Mas já tive meus problemas com a lei e com alguns donos de muros. A polícia daqui não é tão dura com quem faz o que eu faço. Pintar à noite é outra história. Você tem que ter mais cuidado. Há muitas câmeras agora em Buenos Aires e elas podem te denunciar imediatamente. Se pintar com alguém passando um pano não tem problema. Você apenas tem que estar atento e nunca se entregar.

05 – Como é cena ai? Existe um bom relacionamento entre os escritores? O graffiti argentino tem muitas “leis” e “regras”?
A cena aqui é boa e vejo uma constante evolução. Em geral, há um bom relacionamento entre os escritores. Óbvio que todos nós já nos desentendemos em algum momento, mas faz parte do jogo. Quando as regras, sempre houve respeito. Você pode até reciclar algum graffiti muito antigo, degradado, de outro escritor… Não tem problemas se você conversar com ele antes.

06 – Quais são suas inspirações no graffiti. E quais são suas referências fora desse universo (como na arte, música etc…)?
Quanto aos escritores, os meus amigos da minha crew “Corbeta Halcon” me inspiram muito. Todo mundo tem seu estilo próprio e tudo coexiste dentro um único grupo, o que enriquece muito nossa turma. Negroe, Doez, Soer, Ducon, Salsa, Noise, Nick, Gordopelota, Nase, Past, Shok, Felipe Pantone entre outros… Eu gosto muito dos caras da Pal Crew e dos Nav também. Eu acho que eles conseguiram levar o graffiti para outro nível, dando a ele um estilo mais artístico, mas sem perder sua essência.

Em relação à música, eu ouço muito rap dos anos 90, que eu sempre curti, embora eu esteja aberto para ouvir outros estilos mais modernos também. E eu acredito que a música é uma ferramenta chave quando se trata de inspirar e trabalhar.

07 – Como é seu processo criativo?
Em termos de design digital, trabalho com fotos de referência. Faço o esboço direto no papel e digitalizo/scaneio. Depende muito do que você quer fazer. Eu gosto de experimentar e fazer minhas animações de maneira analógica. Eu sempre tento fazer meus desenhos e graffitis mais limpos e simples possíveis, e acho que é isso que faz com que eles funcionem bem.

08 – Você tem projetos pessoais, como uma marca de roupas. Conte um pouco mais sobre eles.
Isso mesmo, eu tenho uma marca pessoal chamada Reckless. É uma marca unissex, monocromática, inspirada na rua, no graffiti, na internet e coisas sem sentido também. É uma maneira de experimentar e levar meu trabalho para outros suportes. É algo que leva tempo e está em processo de crescimento, mas me diverte.

09 – Imagina sua vida sem nunca mais pintar?
Eu me imagino pintando até o fim dos meus dias.

10 – Espaço livre para falar o que quiser.
Eu quero enviar uma saudação para as crianças da minha equipe, em breve sairá o livro de “Corbeta Halcon”, produzido na Europa e conterá o material de todos nós. Também as pessoas que me apoiam e me motivam sempre, que gostam do que faço. E um grande abraço aos meus irmãos do Brasil.

Rivalidad a parte en el fútbol? los hermanos argentinos poseen una cena de graffiti vivo y respetado no en el continente sulamericano. Poms es un ejemplo de estos escritores. Las alas desde el final de la década de 1990, explica cómo su vida fue fundada entre diseño y grafito, y cómo influyó su movimiento y cómo pintó ciudades argentinas.

01 – ¿Por qué “Poms”?
Son las iniciales de mi nombre, lo usé durante los primeros años cuando empesé a pintar, y luego un amigo me sugirió agregar una letra mas, y asi quedó “POMS”.

02 – ¿Cómo y cuándo empezó a interesarse por graffiti?
Me empezó a gustar el graffiti por el año 98/99. Por ese entonces en Buenos Aires no había tanta gente que pintaba como hoy en día. Y era todo una búsqueda y experimentar para lograr algo bueno.
03 – ¿Cuál es la relación del diseño con grafito? ¿Dónde y cómo influye cada uno?
La relación graffiti/diseño siempre la tuve, desde que estudiaba en un colegio técnico de dibujo publicitario. Ahí nos hacían pintar muchas tipografías a mano. Y eso me gustaba mucho.  Ahí comencé a pintar un poco en calle. También nos hacían dibujar mucho, pero yo tenía preferencia por las letras siempre. Luego mas adelante al elegir mi carrera ya tenía muy definido mi camino como Diseñador Gráfico, y la mano de writer. Entonces fue como algo difícil deseparar. Para mi tiene mucha relación mi trabajo con lo que pinto en la calle.
04 – ¿Cómo es pintar ai en Argentina? ¿Cómo las personas y las autoridades locales ven el graffiti?
En Argentina se disfruta mucho pintar, en mi caso pocas veces tengo problemas con la ley. Pinto mucho de día, y sé elegir los spots donde nadie va a quejarse. De hecho a la gente le gusta lo que pinto y siempre se acercan a ver y a hablar un poco. Aunque también me ha pasado de tener problemas, con la ley o con el dueño de la pared. Pero la policía aca no es tan dura con
la gente que hace lo que hago yo. Pintar de noche es otra historia, hay que ser mas cuidadoso. Hay muchas cámaras ahora en Buenos Aires y pueden capturarte enseguida. Pero pintando con un checker no hay problema. Sólo hay que estar atento y no regalarse.
05 – ¿Cómo es escena ahí? ¿Existe una buena relación entre los escritores? ¿El graffiti argentino tiene muchas leyes y reglas?
La escena acá esta buena, la veo en constante evolución. Por lo general hay buena relación entre writers. Obvio que todos hemos tenido “beef” en algún momento, pero bueno es parte del juego. En cuento a reglas siempre que haya respeto, y también preguntando para reciclar spots arruinados, no hay problema. Aunque puede pasarte que alguno se sienta zarpado. Pero buen..
06 – Lo que te inspira más allá del graffiti. ¿Cuáles son sus referencias de arte, música, etc …?
En cuanto a writers, me impiran mucho mis amigos Corbeta Halcon. Todos tiene su estilo, y todo convive dentro de lo que es el grupo. Negroe, Doez, Soer, Felipe Pantone,  Ducon, Salsa, Noise, Nick, Gordopelota, Nase, Past, Shok, entre otros… Tambien me gusta mucho lo que hacen los chicos de Pal Crew y los Nav también. Creo que han sabido llevar el graffiti a otro nivel y darle ese estilo artístico.En cuanto a música, escucho mucho rap 90s, porque es lo que me gustó desde siempre. Aunque estoy abierto a escuchar muchos estilos mas modernos también. Y creo que la música es una herramienta clave a la hora de inspirarse y trabajar.
07 – ¿Cómo es su proceso creativo?
En cuanto al diseño digital, trabajo con fotos de referencia, o directamente boceto sobre papel y escaneo. Depende lo que quiera lograr, me gusta experimentar y animar de forma analógica. Siempre trato de que mis diseños y graffitis sean lo mas limpios y simples posibles, y creo que eso hace que funcionen bien.
08 – Usted tiene proyectos personales, como una marca de ropa. Cuente un poco más sobre ellos.
Así es, tengo una marca personal llamada Reckless. Es una marca unisex, monocromática, inspirada en la calle, el graffiti, internet, y cosas sin sentido también. Es una forma de experimentar y llevar mi trabajo a otros soportes.  Es algo que me lleva tiempo, y está en proceso de crecimiento, pero me divierte.
09 – ¿Imagina tu vida sin pintar nunca?
Me imagino pintando hasta el fin de mis días.
10 – Espacio libre para hablar lo que quieras.
Le quiero mandar un saludo a los pibes de mi crew, pronto va a salir el libro de Corbeta Halcon, producido en europa y va a contener material de todos. También a la gente que ma apoya y me motiva siempre, y le gusta lo que hago. Y una abrazo grande a mi hermanos de Brasil.