Paulistas vão ao Rio e picham Cristo Redentor (Binho e Neto)

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Eles conseguiram os dois objetivos que queriam: picharam o Cristo Redentor, cartão postal brasileiro, e ficaram conhecidos no País. Os paulistanos A.M.A.N e F.L.S., ambos de 17 anos, estavam radiantes na tarde de ontem enquanto prestava depoimento na Policia. Era tudo o que nós queríamos, a promoção. afirmou F.L.S. E A.M.A.N completou: Com uma mão de tinta sai.

Óculos escuros, bermudas, tênis e usando gírias, os garotos não paravam de jogar confete no que fizeram. Pretendíamos pichar a cabeça mas valeu o que fizemos defendem. Pichadores a dois anos e pertencentes a gangue Diferentes, da Zona Oeste, eles afirmaram que tinham feito nenhuma aposta financeira com os grupos concorrentes. Teve uma turma que pichou o Terraço Itália mas nós fomos mais longes, resaltou A.

Emocionados, eles não conseguiram definir com certeza o que sentiram na hora da pichação mas admitiram que ficaram .. quando viram o Cristo pronto para ser pichado. Pensei que se tratava de um monumento histórico mas estava lá e não dava para deixar passar em branco, assegurou F.

E não deixaram mesmo. Na base do Cristo, que é revestida de granito negro, eles usaram spray prata para escrever Diferentes, Binho e Neto que são seus apelidos. Na capela, que tem as paredes brancas, usaram tinta preta e picharam: Zona Oeste, São Paulo, apavoramos.

Eles planejavam pichar o Cristo desde abril quando foram ao Rio de Janeiro e leram em um jornal que o sonho dos pichadores cariocas era deixar a marca no monumento. De lá pra cá fizeram três viagens para esquematizar o plano. Nessas idas, pichavam frases em regiões próximas ao Corcovado com os dizeres: Sente a força Rio, isto que é pichação. Zeramos tudo/93. Binho e Neto.

Entretando garantem que a brincadeira acabou: Não vamos pichar mais não, era isso que a gente sonhava.