Carla Arakaki Shoots #1 – Billboards (Exclusivo)

“O maior perigo é prestar atenção nos parafusos, soldas, plataformas quebradas e não se emocionar. Cada ação levo como se fosse a primeira.” (RMO)

Carla Arakaki, fotógrafa e também correspondente do Beside Colors, é conhecida por registrar o movimento do graffiti e da pixação em solo brasileiro e também vertentes da arte urbana em outros países por aí. No domingo do dia 13 de Dezembro foi a vez de acompanhar os escritores Zopes, Rmorte e Lucs em um “rolê” de outdoors (expressão conhecida por aqui) à luz do dia. E pode-se dizer que o trio tem experiência na modalidade. “Já pintei uns 50 e mais uns 30 indiretamente com os Vaps, minha turma” explica Rmorte sob seu currículo. “O maior perigo é prestar atenção nos parafusos, soldas, plataformas quebradas e não se emocionar. Cada ação levo como se fosse a primeira” complementa.

Outro perito na questão é Zopes. Integrante da clássica TSC desde a formação original explana alguns problemas que teve pintando:”Uma das mais interessantes experiências que passei foi no dia em que um policial nos abordou e disse que da distância que estava ele não erraria o tiro. Na hora em que fomos descer ele tirou a escada nos obrigando a pular do limite da escada do outdoor” explica ao Beside Colors. Lucs, original de Taubaté e pertencente a TWS, também passou por seus perigos pintando um dos mais de 25 outdoors que já fez por ai. “Invadimos uma casa e colocamos várias coisas do quintal da casa embaixo da escada porque ela não alcançava. Tudo despencou, a moradora acordou e saiu da casa gritando. Acabamos desenrolando e voltamos outro dia para pinta-lo” conta.

Desde os anos 2000 se dedicando a modalidade, a crew VAPS também passou por perigos e RMO esteve em um dos episódios mais tensos: “O pior foi na época que subíamos com corda, tipo exército mesmo. Estava amanhecendo na rodovia que estávamos pintando, não dava para enxergar nada e chegaram dois policiais com armas apontadas para nós. Vi todo o resto do pessoal deitado no chão e comecei a descer. A adrenalina estava a mil. Acabei quebrando dois dedos da mão na descida. Pode-se dizer que tivemos muita sorte e Deus nos abençoou. Estávamos num lugar e em uma hora em que poderia ter acontecido algo muito pior” finaliza.  Sob as lentes apuradas da fotógrafa confira as fotos dessa diversão para gente grande sob as alturas :